terça-feira, 15 de março de 2011

Desejo Doentio

A faca era retirada de seu abdômem enquanto sua boca se juntava com a da assassina. Ela
tocava gentilmente seus lábios nos deles, enquanto a lâmina empalada era lentamente
puxada pra trás. O sangue escorria em grande quantidade naquele piso xadrez de pedra
lisa. Puxou-a por inteiro, jogando-a violentamente para longe. Ela agarrou o homem sujo,
enquanto ia em direção à parede. Mordia-lhe a boca, apertava seu corpo e o arranhava. O
homem só gemia baixinho e sangrava pelos inúmeros cortes em seu corpo.

O barulho de sangue escorrendo, que ecoava por todo o ambiente, predominava. A mulher
o pressionou mais ainda na parede e disse, em seu ouvido:

- Hm... tá gostando, é?

- Argh...

O homem suspirou, desviou o rosto e vomitou sangue no ombro esquerdo da mulher,
sujando o vestido branco que usava. O terno preto do homem estava cercado de rasgos
horizontais e finos, causados pela faca. Uma grande poça no chão cercava o casal. A mulher
continuava a beijar o homem quando ele deu seu último suspiro, que o fez tossir mais e
mais sangue. A mulher se afastou um pouco, fazendo o homem cair no chão como um
boneco. Ela tapou sua boca com a mão, que já estava pingando de sangue. Ela parou de se
afastar e se ajoelhou, dizendo:

- Eu te amava Eduardo... Ah, como eu te amava...

Ela se pôs a gargalhar, com suas mãos no rosto. Ela podia ouvir a porta do grande depósito
sendo arrombada, enquanto o policial com seu fuzil a ordenava a ficar parada com as mãos
pra cima. O penar do homem fora nada agradável, pois o casamento era o que mais desejava
em toda sua vida. Por contrário, a morte do pobre homem a serviu de modo demasiado.
Após sair da prisão, a mulher buscava outra vítima pra lhe satisfazer....

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